Nos últimos dias um pensamento recorre, corre e corrói a minha mente.
Na verdade uma dúvida, uma inquietação.
Mas aos poucos a apaziguo e encontro os meus erros, sim apenas os meus erros.
Pois são eles que tenho que corrigir, são com eles que tenho que aprender.
Jogar a culpa na parede não a fará menos solida.
Isso só quem faz é o tempo.
Então a decisão está sendo tomada.
A dúvida apareceu como:
Comprar uma briga ou pagar pela paz?
No momento defini que pagar pela paz será o meu preço.
Será o meu sentimento.
Será a minha atitude.
Não por ser totalmente culpado.
Não por não ter nenhuma razão.
Simplesmente por entender que os erros meus precisam sim de uma lição.
Mesmo que a inquietação não passe de imediato.
Que a revolta interna diga para pegar em armas da ação intempestiva.
Vou preferir me abrigar entre os barulhos dos trovões e os solavancos da ventania.
O peito vai parar de doer e também vai se fortalecer.
Vou ter vontade de ver o sol raiar.
Então por enquanto pagarei sim o preço pedido pela paz.
O preço que meus atos levaram a inflacionar.
Mas que também os meus atos comprovaram que tinham de ser assim.
A paz tem preço.
O amadurecimento também.
Pagarei, talvez tarde, mas com certeza viverei.