Nos últimos dias um pensamento recorre, corre e corrói a minha mente.
Na verdade uma dúvida, uma inquietação.
Mas aos poucos a apaziguo e encontro os meus erros, sim apenas os meus erros.
Pois são eles que tenho que corrigir, são com eles que tenho que aprender.
Jogar a culpa na parede não a fará menos solida.
Isso só quem faz é o tempo.
Então a decisão está sendo tomada.
A dúvida apareceu como:
Comprar uma briga ou pagar pela paz?
No momento defini que pagar pela paz será o meu preço.
Será o meu sentimento.
Será a minha atitude.
Não por ser totalmente culpado.
Não por não ter nenhuma razão.
Simplesmente por entender que os erros meus precisam sim de uma lição.
Mesmo que a inquietação não passe de imediato.
Que a revolta interna diga para pegar em armas da ação intempestiva.
Vou preferir me abrigar entre os barulhos dos trovões e os solavancos da ventania.
O peito vai parar de doer e também vai se fortalecer.
Vou ter vontade de ver o sol raiar.
Então por enquanto pagarei sim o preço pedido pela paz.
O preço que meus atos levaram a inflacionar.
Mas que também os meus atos comprovaram que tinham de ser assim.
A paz tem preço.
O amadurecimento também.
Pagarei, talvez tarde, mas com certeza viverei.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Ele acreditou
E ele acreditou
Foi com força e coragem
Se entregou, cresceu
Mas como um facão lhe mostraram
Que acreditar era inocência
Que acreditar era perigoso
E ele acreditou
De repente viu que na primeira dificuldade
O que se tirou não foi o problema
O que se procurou não foi a solução
Tiraram apenas o que ele acreditava
E sem chão ele buscou algo novo para acreditar
Mas agora ele busca acreditar em si
Foi com força e coragem
Se entregou, cresceu
Mas como um facão lhe mostraram
Que acreditar era inocência
Que acreditar era perigoso
E ele acreditou
De repente viu que na primeira dificuldade
O que se tirou não foi o problema
O que se procurou não foi a solução
Tiraram apenas o que ele acreditava
E sem chão ele buscou algo novo para acreditar
Mas agora ele busca acreditar em si
sábado, 18 de julho de 2015
Ripas rígidas
As ripas rígidas se acham importantes por sua rigidez e muitas vezes cheias de certezas elas se negam a enxergar ou admitir ter que melhorar. Quando colocadas sobre pressão as ripas rígidas não costumam trabalhar muito bem e acabam quebrando por terem a certeza de aguentarem qualquer situação.
As ripas maleáveis ao contrário das rígidas até parecem mais frágeis e por ainda terem muitas dúvidas elas aceitam ajudas até mesmo das ripas que estão indo em outros sentidos que não o dela. Quando colocada sobre pressão elas cedem, trabalham o peso que está sobre elas e distribui o peso com as ripas que estavam em outro sentido e que sobre pressão ganham o mesmo sentido e trabalham juntas reduzindo a tal pressão.
Esta história foi contada para mim por um grande bobo.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Seguinte
Primeiro passo
Passo seguinte
Primeiro degrau
Degrau seguinte
Primeiro sorriso
Sim está valendo a pena.
Passo seguinte
Primeiro degrau
Degrau seguinte
Primeiro sorriso
Sim está valendo a pena.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Cálice
E neste cálice uma bebida amarga
E por não querer dividir toma-se em pequenos goles
Líquido denso, tenso, febril
Nem que este cálice estivesse vazio
Nem que este cálice estivesse quebrado
Penetrou no centro do peito
Atormentando o que este cálice carrega
Cálice
Apenas cálice
Mesmo que suas paredes sejam fortes
Ele cede aos poucos vazando por dentro
Cálice que causa dor
Cálice de remorso
Cálice sem fim
Cálice
E por não querer dividir toma-se em pequenos goles
Líquido denso, tenso, febril
Nem que este cálice estivesse vazio
Nem que este cálice estivesse quebrado
Penetrou no centro do peito
Atormentando o que este cálice carrega
Cálice
Apenas cálice
Mesmo que suas paredes sejam fortes
Ele cede aos poucos vazando por dentro
Cálice que causa dor
Cálice de remorso
Cálice sem fim
Cálice
terça-feira, 19 de maio de 2015
Emudeceu
Eu tive um sonho
Eu tive medo
Eu tive receio
Disseram que não
Disseram que sim
Disseram talvez
Um dia cansei
Um dia chorei
Um dia parei
No outro dia cansei de cansar
Cansei de chorar
Cansei de esperar
Então segui
Então sorri
Então vivi
Sem deixar de sonhar
Sem deixar de ouvir
Só deixei de parar
E de repente
Finalmente
E simplesmente
Aconteceu
Emudeceu
E era apenas eu
Eu tive medo
Eu tive receio
Disseram que não
Disseram que sim
Disseram talvez
Um dia cansei
Um dia chorei
Um dia parei
No outro dia cansei de cansar
Cansei de chorar
Cansei de esperar
Então segui
Então sorri
Então vivi
Sem deixar de sonhar
Sem deixar de ouvir
Só deixei de parar
E de repente
Finalmente
E simplesmente
Aconteceu
Emudeceu
E era apenas eu
sexta-feira, 20 de março de 2015
Necessidade
A necessidade de falar
Me calou
Queria tanto me expressar
Que cansou
Agora olho pra dentro
E por dentro sinto a necessidade do silêncio
Mesmo que o silêncio aperte o peito
Que a lágrima corra como em um desfiladeiro
Ultrapassando os canions
Que o tempo nos presenteou na face
Doí o externo
Doí por dentro
Mas vou insistir
Na inquietude do silêncio
Apenas ouvir o ranger dos moinhos de ventos
Já que a voz de Dulcineia
Nunca mais meu ouvido tocou
Agora o barulho é eletrônico
Estereofônico
Se torna afônico
Por tantas vezes irônico
Me rendo
Me junto
E fico com a afonia do meu ser
Quero rir, mas tenho lágrimas
Quero sonho, mas tenho matéria
Quero ouvir as notas
Mas que ninguém me note
Ou anote ao me ver passar
Deixem a rosa amarela murchar
Deixem o rio secar
A lua cada vez mais distante
Com o tempo deixará as marés
E as marés enfim se revoltarão
Cesso aqui sem terminar
Cesso aqui por cansar
Fecho os olhos
E espero o amanhã
Sem muito remédio
Para os meus próximos
Cem anos de solidão.
Me calou
Queria tanto me expressar
Que cansou
Agora olho pra dentro
E por dentro sinto a necessidade do silêncio
Mesmo que o silêncio aperte o peito
Que a lágrima corra como em um desfiladeiro
Ultrapassando os canions
Que o tempo nos presenteou na face
Doí o externo
Doí por dentro
Mas vou insistir
Na inquietude do silêncio
Apenas ouvir o ranger dos moinhos de ventos
Já que a voz de Dulcineia
Nunca mais meu ouvido tocou
Agora o barulho é eletrônico
Estereofônico
Se torna afônico
Por tantas vezes irônico
Me rendo
Me junto
E fico com a afonia do meu ser
Quero rir, mas tenho lágrimas
Quero sonho, mas tenho matéria
Quero ouvir as notas
Mas que ninguém me note
Ou anote ao me ver passar
Deixem a rosa amarela murchar
Deixem o rio secar
A lua cada vez mais distante
Com o tempo deixará as marés
E as marés enfim se revoltarão
Cesso aqui sem terminar
Cesso aqui por cansar
Fecho os olhos
E espero o amanhã
Sem muito remédio
Para os meus próximos
Cem anos de solidão.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Pensamentos não tão bons
Um lado de mim quer ver algo positivo
O outro lado não acredita em mais nada
Quando acordo em qual mentira vou acreditar
Que falso sorriso vou estampar em meu rosto
Queria acreditar que existe verdade
Queria acreditar que existe bondade
Mas com uma analise rasa
Percebe que não tem mais nada
Castelos de cartas marcadas
Fragilidade exacerbada
Um império de quase nada
Pensar nos dois lado pra quê
Se sempre tem um lado enganador
Pensar nos dois lado pra quê
Se tem gente causando o terror
O poder podre
Os podres do poder
Fazer o bem é algo que não se deve fazer?
Tenho que parar
Sentar, respirar
Tenho que voltar a ter saudade
Tentar acreditar
Mas ao levantar penso
Em qual mentira vou me instalar
O outro lado não acredita em mais nada
Quando acordo em qual mentira vou acreditar
Que falso sorriso vou estampar em meu rosto
Queria acreditar que existe verdade
Queria acreditar que existe bondade
Mas com uma analise rasa
Percebe que não tem mais nada
Castelos de cartas marcadas
Fragilidade exacerbada
Um império de quase nada
Pensar nos dois lado pra quê
Se sempre tem um lado enganador
Pensar nos dois lado pra quê
Se tem gente causando o terror
O poder podre
Os podres do poder
Fazer o bem é algo que não se deve fazer?
Tenho que parar
Sentar, respirar
Tenho que voltar a ter saudade
Tentar acreditar
Mas ao levantar penso
Em qual mentira vou me instalar
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Decisão (parte II)
No dia seguinte ela estava na porta da loja antes de todos os outros funcionários. Ao abrir a porta da loja ela já se apropriou do espanador e vassoura, para dar uma geral na loja com a certeza que tinha se encontrado, independência e trabalho dos sonhos.
Mas ela sabia que não poderia ser só felicidades, as roupas que tinha daria apenas para dois dias de trabalho no máximo quatro mudando as combinações, então estava decidida pedir um adiantamento para o chefe, pois ele sabia sua história e entenderia a necessidade.
Pouco antes do horário do almoço um garoto entrou na loja e perguntou sobre um disco do The Doors, com um sorriso ela respondeu que tinha, mas para ele perguntar para o vendedor que ele indicaria aonde encontrar. Menos de dois minutos o garoto volta chateado e diz que o vendedor tinha dito não ter discos do The Doors. Quase que instintivamente ela levou o cliente até o local aonde tinha quase todos os discos da banda. O garoto deu um belo sorriso e pegou três discos e perguntou o nome dela, sem parar o que estava respondendo ela respondeu, Marina. O meu é Diogo, você será minha vendedora aqui e olha que venho sempre aqui, disse o rapaz. Eu não sou vendedora respondeu Marina. Ele não se importou e levou os discos ao caixa. No caixa estava o chefe de Marina que perguntou quem tinha atendido o rapaz e o cliente respondeu foi a menina Marina, parabéns pela contratação, ela foi atenciosa, vai ser sua melhor vendedora. Ela não é vendedora, mas agradeço o elogio disse o chefe, que sobre o ombro do cliente observa sua nova funcionária limpando e organizando os discos e percebeu também o seu funcionário Claudio olhando de forma estranha para ela. Entregou os discos para o cliente e o desejou bom dia.
Assim que o cliente saiu da loja, Claudio foi até o chefe e reclamou de Marina, ela está bagunçando tudo e atrapalhando o meu trabalho. Claudio já tinha tempo que estava se arrastando no trabalho, sempre mal humorado era ignorado pelos clientes mais frequentes da loja, sempre tinha uma desculpa para o mal humor e também um talento raro para despachar clientes. O chefe de Marina apenas disse para Claudio prestar atenção ao trabalho dele, pois está deixando a desejar. Claudio virou as costa e saiu em direção a nova funcionária e disse furioso, se coloque em seu lugar sua fedalha, não quero saber de você se metendo no meu trabalho. Marina sem entender apenas continuou a sua tarefa.
Na hora do almoço Marina e Carlos, o seu chefe, passaram em uma loja de camisetas de banda e pediu para ela escolher as camisetas e depois poderia se acertar com o dono da loja. Carlos tinha acertado com o amigo dele, dono da loja, que Marina pagaria no final do mês. Carlos também entregou para Marina trezentos reais dizendo ser o suficiente para ela aguentar as pontas nas próximas semanas. Marina agradeceu, escolheu as suas camisetas e foi direto a uma loja de roupas do lado de fora da galeria.
Na loja, Marina escolheu três calças que estavam em liquidação totalizando cem reais. Pegou também algumas roupas intimas e mais acessórios, não chegando a cento e cinquenta reais. Marina não imaginava ter que controlar tanto o seus impulsos para comprar algo. Antes era mais fácil, só escolher e mandar embrulhar. Agora as contas tinham que ser feita na hora.
O dia passou rápido chegando em seu quarto Marina esvaziou as sacolas organizou as roupas e dormiu, sem ao menos jantar.
Mas ela sabia que não poderia ser só felicidades, as roupas que tinha daria apenas para dois dias de trabalho no máximo quatro mudando as combinações, então estava decidida pedir um adiantamento para o chefe, pois ele sabia sua história e entenderia a necessidade.
Pouco antes do horário do almoço um garoto entrou na loja e perguntou sobre um disco do The Doors, com um sorriso ela respondeu que tinha, mas para ele perguntar para o vendedor que ele indicaria aonde encontrar. Menos de dois minutos o garoto volta chateado e diz que o vendedor tinha dito não ter discos do The Doors. Quase que instintivamente ela levou o cliente até o local aonde tinha quase todos os discos da banda. O garoto deu um belo sorriso e pegou três discos e perguntou o nome dela, sem parar o que estava respondendo ela respondeu, Marina. O meu é Diogo, você será minha vendedora aqui e olha que venho sempre aqui, disse o rapaz. Eu não sou vendedora respondeu Marina. Ele não se importou e levou os discos ao caixa. No caixa estava o chefe de Marina que perguntou quem tinha atendido o rapaz e o cliente respondeu foi a menina Marina, parabéns pela contratação, ela foi atenciosa, vai ser sua melhor vendedora. Ela não é vendedora, mas agradeço o elogio disse o chefe, que sobre o ombro do cliente observa sua nova funcionária limpando e organizando os discos e percebeu também o seu funcionário Claudio olhando de forma estranha para ela. Entregou os discos para o cliente e o desejou bom dia.
Assim que o cliente saiu da loja, Claudio foi até o chefe e reclamou de Marina, ela está bagunçando tudo e atrapalhando o meu trabalho. Claudio já tinha tempo que estava se arrastando no trabalho, sempre mal humorado era ignorado pelos clientes mais frequentes da loja, sempre tinha uma desculpa para o mal humor e também um talento raro para despachar clientes. O chefe de Marina apenas disse para Claudio prestar atenção ao trabalho dele, pois está deixando a desejar. Claudio virou as costa e saiu em direção a nova funcionária e disse furioso, se coloque em seu lugar sua fedalha, não quero saber de você se metendo no meu trabalho. Marina sem entender apenas continuou a sua tarefa.
Na hora do almoço Marina e Carlos, o seu chefe, passaram em uma loja de camisetas de banda e pediu para ela escolher as camisetas e depois poderia se acertar com o dono da loja. Carlos tinha acertado com o amigo dele, dono da loja, que Marina pagaria no final do mês. Carlos também entregou para Marina trezentos reais dizendo ser o suficiente para ela aguentar as pontas nas próximas semanas. Marina agradeceu, escolheu as suas camisetas e foi direto a uma loja de roupas do lado de fora da galeria.
Na loja, Marina escolheu três calças que estavam em liquidação totalizando cem reais. Pegou também algumas roupas intimas e mais acessórios, não chegando a cento e cinquenta reais. Marina não imaginava ter que controlar tanto o seus impulsos para comprar algo. Antes era mais fácil, só escolher e mandar embrulhar. Agora as contas tinham que ser feita na hora.
O dia passou rápido chegando em seu quarto Marina esvaziou as sacolas organizou as roupas e dormiu, sem ao menos jantar.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Pulsa
Pulsa no peito a alegria de ser
Transborda no rosto o sentimento de estar
Transcende o corpo a certeza de ter
E quanto menos espera
Algo volta a brilhar
Liquidando a escuridão
Abrindo janelas
Solidificando sensações
Que há muito tempo eram só lembranças
Pulsa no peito para fortalecer
E com cada passo se faz melhor
Sorria internamente para você ver
Que a dor não é motivo de dó
Voa se tiver vontade
Corra se tiver saudade
Ligue só para dizer oi
E amanhã pode ser hoje
Só que ainda mais feliz
Sinta o cheiro do que tem de bom
Respire como fosse a primeira vez
Deixe os pés te levar
Com leveza que a alegria merece
E se amanhã a escuridão voltar
Feche os olhos e lembre-se
A alegria em meu peito se faz ao pulsar.
Transborda no rosto o sentimento de estar
Transcende o corpo a certeza de ter
E quanto menos espera
Algo volta a brilhar
Liquidando a escuridão
Abrindo janelas
Solidificando sensações
Que há muito tempo eram só lembranças
Pulsa no peito para fortalecer
E com cada passo se faz melhor
Sorria internamente para você ver
Que a dor não é motivo de dó
Voa se tiver vontade
Corra se tiver saudade
Ligue só para dizer oi
E amanhã pode ser hoje
Só que ainda mais feliz
Sinta o cheiro do que tem de bom
Respire como fosse a primeira vez
Deixe os pés te levar
Com leveza que a alegria merece
E se amanhã a escuridão voltar
Feche os olhos e lembre-se
A alegria em meu peito se faz ao pulsar.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Pergunta de criança
Outro dia crianças me perguntaram: "Por que você não namora? Por que você não tem alguém?" Meninas de 7 ou 8 anos, três para falar a verdade. Um tempo atrás essa pergunta me deixaria bolado, pensativo e até envergonhado, mas com o tempo fui percebendo minhas fraquezas e até entendo e de certa forma aceitando algumas condições.
Quando moleque, a época da pegação, azaração e tudo mais, eu era o gordinho tímido e de bom ouvido. Então não era raro a menina que eu gostava puxar papo para chegar em um amigo. Eu como bom samaritano dava o caminho e seguia no caminho contrario.
O tempo foi passando e as coisas não mudaram muito. Mas hoje sem grilo assumi a minha inexperiência com as mulheres, mesmo sendo um grande admirador e um eterno apaixonado. Então a resposta que me deixaria envergonhado saiu com uma naturalidade de quem já não liga muito pra isso. A resposta foi a seguinte: "Não sou eu que não namoro, são elas que não querem namorar comigo." Ai veio a segunda pergunta: "Mas por que elas não querem."A resposta também saiu natural: "Não sei, tem que perguntar pra elas."
É engraçado perceber que coisas que tiraram noites de sono, lágrimas dos olhos e preocupação demais por ser o errado da história, hoje é apenas um detalhe que eu nunca tive o controle por tanto não posso ser o único culpado.
Vivi amores e aventuras, na maioria Platão foi a figura e então vamos seguindo.
Quando moleque, a época da pegação, azaração e tudo mais, eu era o gordinho tímido e de bom ouvido. Então não era raro a menina que eu gostava puxar papo para chegar em um amigo. Eu como bom samaritano dava o caminho e seguia no caminho contrario.
O tempo foi passando e as coisas não mudaram muito. Mas hoje sem grilo assumi a minha inexperiência com as mulheres, mesmo sendo um grande admirador e um eterno apaixonado. Então a resposta que me deixaria envergonhado saiu com uma naturalidade de quem já não liga muito pra isso. A resposta foi a seguinte: "Não sou eu que não namoro, são elas que não querem namorar comigo." Ai veio a segunda pergunta: "Mas por que elas não querem."A resposta também saiu natural: "Não sei, tem que perguntar pra elas."
É engraçado perceber que coisas que tiraram noites de sono, lágrimas dos olhos e preocupação demais por ser o errado da história, hoje é apenas um detalhe que eu nunca tive o controle por tanto não posso ser o único culpado.
Vivi amores e aventuras, na maioria Platão foi a figura e então vamos seguindo.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Decisão (título provisório) parte 1
Novo mundo
Aquele dia ela estava feliz em seu quarto de pensão, em sua privacidade declarada, em seu mundo escolhido. Ela decidiu não se submeter as regras dos pais, saiu de casa sem rumo, mas decidida a seguir em frente. Mora em um quarto que tem três por quatro metros. Parece não ser muito, mas sobra espaço para sua vida nova, para os seu novos amigos, para suas novas aventuras. Ela está sozinha, ainda sem proteção, sem segurança de sair a noite, sem segurança para sair de dia. Mas ela já tinha sua decisão tomada, aquele dia ela estava feliz.No quarto apenas uma cama, um pequeno armário e uma mesa. Em cima da mesa tinha quase nada, sendo quase tudo o que ela tinha. A pouca roupa que trouxe foi o que coube na mochila surrada, cheia de desenhos da época da escola e botons de bandas que ela adorava. Debaixo do colchão ela deixou uma faca, ela não se sentia segura, mas a felicidade a recompensava. O rádio, pequeno mas com todas as musicas para ela suportar o amanhã, foi posto no chão, ao lado da cama, ao alcance do braço. Junto com o rádio dois livros. O mundo de Sofia e O apanhador no campo de centeio, os dois lidos pelo menos três vezes cada, mas companheiros enquanto fizer sentido ser, era o que ela dizia ao reler.
Era o primeiro dia longe de tudo que ela conhecia e a noite nunca pareceu tão sombria. Barulhos que não cessam, passos, risadas, vidas. Muito diferente do silêncio imposta pelas regras que ela escolheu não mais seguir. A respiração agora é pesada, um momento de hesitação, mas vem em sua cabeça a voz que disse não durar mais de uma noite a rebeldia revolucionária de quem teve tudo sem nenhum esforço, essa lembrança recente serviu de acalanto em meio a escuridão barulhenta de seu novo lar. E assim ela adormeceu.
No dia seguinte mal o sol nasce e ela está de pé, tem entrevista em uma loja de CDs antigos que é de um amigo de um amigo que decidiu ajudar. A loja fica na galeria do Rock, praticamente o patio do colégio dela, melhor dizendo aonde ela estava quando devia estar na escola. Ela estava ciente que seria um novo mundo, transformaria o lugar de diversão e lazer em seu lugar de trabalho. Foi disposta a começar no mesmo dia e convencer que seria capaz de trabalhar bem e conquistar o seu pão com o próprio esforço. A entrevista correu bem, tudo como planejado começou a trabalhar no mesmo dia, limpou e conheceu todos os CDs e discos da loja, as raridades e os sagrados era assim que o pessoal da loja classificava as relíquias das lojas. Não parecia trabalho pra ela e sim diversão. Conheceu os esconderijos das relíquias, ficava animada por ver coisas que antes só tinha escutado histórias. No horário do almoço comeu como se não tivesse amanhã, na verdade comeu pensando em aguentar até amanhã, pois não teria dinheiro para comprar algo para o jantar, só tinha dinheiro para completar a semana e teve vergonha de pedir para guardar um pouco para janta, pois almoçou junto com dois funcionários da loja e o seu novo chefe. Voltou do almoço continuou seu trabalho com a mesma dedicação e felicidades com as descobertas naquele mar musical. No fim do dia cansada não teve barulho que a incomodasse. Ela apenas dormiu.
Continua...
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Cíclico
Um disco
Um canto
Um sorriso
Uma lembrança
Um estado inconstante
Um momento de paz
Mistura-se a certeza
Com a dúvida trivial
Volta ao disco
Escolhe outro canto
Mais um belo sorriso
A lembrança se torna acalanto
Um canto
Um sorriso
Uma lembrança
Um estado inconstante
Um momento de paz
Mistura-se a certeza
Com a dúvida trivial
Volta ao disco
Escolhe outro canto
Mais um belo sorriso
A lembrança se torna acalanto
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Amolecerá?
Ele antes inquieto se calou
As vezes até tenta gritar
Mas petrificou
Não por medo
Mas por muito pavor
Ele ainda trabalha
Ele ainda circula
Mas trava em casos
E acasos também
Trava como se nunca fosse ninguém
Ele nutre ternura
Ele enxerga candura
Mas sempre em terceira pessoa
Ele não conjuga o eu
O medo é antigo
E tornou-se breu
Mas aos poucos tenta reencontrar a luz
Tateando cada passo
Cada pulso
Cada silêncio
Cada barulho
De dura suas paredes voltam a amolecer
Mas a qualquer sinal de perigo
Como tartaruga volta ao esconderijo
E para sair de novo
É o mesmo sacrifício de nascer de um ovo.
As vezes até tenta gritar
Mas petrificou
Não por medo
Mas por muito pavor
Ele ainda trabalha
Ele ainda circula
Mas trava em casos
E acasos também
Trava como se nunca fosse ninguém
Ele nutre ternura
Ele enxerga candura
Mas sempre em terceira pessoa
Ele não conjuga o eu
O medo é antigo
E tornou-se breu
Mas aos poucos tenta reencontrar a luz
Tateando cada passo
Cada pulso
Cada silêncio
Cada barulho
De dura suas paredes voltam a amolecer
Mas a qualquer sinal de perigo
Como tartaruga volta ao esconderijo
E para sair de novo
É o mesmo sacrifício de nascer de um ovo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Memórias de uma grande amiga
Ela foi companheira em sua vida inteira
Teve aquela vez que tive que escolher entre ela ou a caça
E a outra vez que entrou em um buraco e tive que entrar junto
Ela era incansável
Tinha um olhar que dava medo para quem não a conhecia
Mas me deixava apaixonado pela ternura
Lembro de um amigo que veio me visitar
Ela estava com filhotes
E não pensou duas vezes sentou no colo do rapaz
Bastava um movimento dele que ela rosnava
Eu me diverti com a situação
Enquanto me amigo suava de aflição
Ela ia comigo ao mercado
Sempre solta
Sempre ao meu lado
Me seguia para aonde quer que eu fosse
Nas aventuras da infância eu tive uma amiga
E ela não era imaginaria
Naquela época tinha terrenos em volta
Com muito mato
E o que ela mais gostava era sair para caçar
Nunca pegamos nada
A não ser um grande amor um pelo outro
Ela era minha proteção
Talvez ainda seja
Faz muito tempo que ela foi embora
Mas sempre lembro
Sempre revivo as histórias
Ela chegou do nada
Nos braços de uma moça
Que subia uma viela
Uma bola preta, peluda e tranquila
O nome dela era Paloma
Mas tinha um vizinho que a chamava de Xuxa Preta
Este vizinho era dono de uma bar
Aonde ela aparecia todo dia para lanchar
E lá estava servido o seu café da manhã
Fatias de queijo e mortadela
Ela entrava
Se esgueirava por debaixo do balcão
E comia seu lanche sem preocupação
Teve um dia que a carrocinha veio atrás dela
Estava com laço armado para o bote
Mas o seu amigo do bar não pensou duas vezes
Jogou um pedaço de queijo no fundo do bar
E gritou
Vai Xuxa pegar!
O funcionário da carrocinha ficou contrariado
Mas ela foi salva pelo seu amigo mais chegado
E é assim que acontece
Começa lembrar vem uma atrás da outra
Eles chegam em nossas vidas
Ficam pouco
E quando vimos ficou só as memórias
Mas ficam boas memórias
E que memórias.
Teve aquela vez que tive que escolher entre ela ou a caça
E a outra vez que entrou em um buraco e tive que entrar junto
Ela era incansável
Tinha um olhar que dava medo para quem não a conhecia
Mas me deixava apaixonado pela ternura
Lembro de um amigo que veio me visitar
Ela estava com filhotes
E não pensou duas vezes sentou no colo do rapaz
Bastava um movimento dele que ela rosnava
Eu me diverti com a situação
Enquanto me amigo suava de aflição
Ela ia comigo ao mercado
Sempre solta
Sempre ao meu lado
Me seguia para aonde quer que eu fosse
Nas aventuras da infância eu tive uma amiga
E ela não era imaginaria
Naquela época tinha terrenos em volta
Com muito mato
E o que ela mais gostava era sair para caçar
Nunca pegamos nada
A não ser um grande amor um pelo outro
Ela era minha proteção
Talvez ainda seja
Faz muito tempo que ela foi embora
Mas sempre lembro
Sempre revivo as histórias
Ela chegou do nada
Nos braços de uma moça
Que subia uma viela
Uma bola preta, peluda e tranquila
O nome dela era Paloma
Mas tinha um vizinho que a chamava de Xuxa Preta
Este vizinho era dono de uma bar
Aonde ela aparecia todo dia para lanchar
E lá estava servido o seu café da manhã
Fatias de queijo e mortadela
Ela entrava
Se esgueirava por debaixo do balcão
E comia seu lanche sem preocupação
Teve um dia que a carrocinha veio atrás dela
Estava com laço armado para o bote
Mas o seu amigo do bar não pensou duas vezes
Jogou um pedaço de queijo no fundo do bar
E gritou
Vai Xuxa pegar!
O funcionário da carrocinha ficou contrariado
Mas ela foi salva pelo seu amigo mais chegado
E é assim que acontece
Começa lembrar vem uma atrás da outra
Eles chegam em nossas vidas
Ficam pouco
E quando vimos ficou só as memórias
Mas ficam boas memórias
E que memórias.
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