Todo dia eu desço para
cuidar de algo que me faz bem.
Vejo fruto nascendo. Folhas crescendo.
Aprendo técnicas novas, sempre sem a responsabilidade de acertar. É meu hobby. São
pequenas felicidades regadas todos os dias. Colher o que plantou. Ver
amadurecer o que era broto e frutificou. Florescer a planta que antes
era só verde e hoje traz a surpresa de sua cor, seu formato e porque
não o seu amor.
Com ela, minha
companheira, uma cadela fagueira que me lembra todo dia. É hora de
descer eu cuido das plantas, ela vigia os gatos. Eu falo com os
pássaros. Ela se impõe correndo para todos os lados.
Ainda tenho que olhar
as minhas minhocas, que tem a função de comer o que antes era
jogado fora e hoje vira vida concentrada. Outro dia muitas delas
morreram, não entendi porque, mas sabe que rolou até um sofrer,
algumas mudanças vou fazer para que isso não volte acontecer.
Faço tudo isso em
menos de duas horas, é um hobby, mas se não fizer sinto uma grande
falta. E é engraçado como a
cabeça esvazia, a respiração acalma ai percebo que ali não rola
dar e sim trocar. Acho que as plantas
chamam isso de fotossíntese. Eu estou começando a chamar de amar.
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