domingo, 18 de janeiro de 2015

Pergunta de criança

Outro dia crianças me perguntaram: "Por que você não namora? Por que você não tem alguém?" Meninas de 7 ou 8 anos, três para falar a verdade. Um tempo atrás essa pergunta me deixaria bolado, pensativo e até envergonhado, mas com o tempo fui percebendo minhas fraquezas e até entendo e de certa forma aceitando algumas condições.
Quando moleque, a época da pegação, azaração e tudo mais, eu era o gordinho tímido e de bom ouvido. Então não era raro a menina que eu gostava puxar papo para chegar em um amigo. Eu como bom samaritano dava o caminho e seguia no caminho contrario.
O tempo foi passando e as coisas não mudaram muito. Mas hoje sem grilo assumi a minha inexperiência com as mulheres, mesmo sendo um grande admirador e um eterno apaixonado. Então a resposta que me deixaria envergonhado saiu com uma naturalidade de quem já não liga muito pra isso. A resposta foi a seguinte: "Não sou eu que não namoro, são elas que não querem namorar comigo." Ai veio a segunda pergunta: "Mas por que elas não querem."A resposta também saiu natural: "Não sei, tem que perguntar pra elas."
É engraçado perceber que coisas que tiraram noites de sono, lágrimas dos olhos e preocupação demais por ser o errado da história, hoje é apenas um detalhe que eu nunca tive o controle por tanto não posso ser o único culpado.
Vivi amores e aventuras, na maioria Platão foi a figura e então vamos seguindo.

3 comentários:

  1. E a pergunta de uma adulta:
    Vc se sente só?
    Não estou no momento adequado para um comentário adequado e como tenho me sentido só, acabo projetando isso...

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  2. Somos bichos sociais, se a solidão está presente mesmo estando em meio a multidão imagine quando se reconhece estar só.

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  3. Caro Atilio...
    Seu comentário sobre meu escrever visceral reflete profundamente meu modo de ser; me trouxe grande satisfação em pensar no quanto há de humano em mim... A propósito, belas e sábias suas pontuações, tenho aproveitado com deleite.
    O reconhecer-se é um ato necessário. Reconhecer-me hoje é doloroso.
    Grande abraço.

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